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Para uma verdadeira transformação, o primeiro passo é se autoconhecer. Autoconhecimento ou conhecimento de si, em um sentido mais profundo não é absorção de informações. Este processo tem a função primordial de nos movimentarmos para um saber próprio, de modo a proporcionar construções e desconstruções. Deste modo, este conhecimento traz à luz muitas questões que muitas vezes passavam despercebidas (ou que não queríamos admitir), visto que na maioria das vezes, não desenvolvemos ainda um alto grau de intimidade conosco para alavancar nosso aprimoramento pessoal.

O autoconhecimento é um processo transformador, o maior investimento que podemos fazer por nós mesmos, pois quando nos conhecemos, não reagimos impulsivamente aos nossos processos internos e à vida, mas desenvolvemos uma conexão consciente com nosso “eu” e com o mundo externo.

Através deste processo, nos é permitido conhecer e trabalhar nossos conflitos e resistências, ou seja, as nossas sombras, bem como conhecer e desenvolver os nossos recursos, possibilidades e potencialidades, aumentando, desta forma nossa autoestima, nos tornando mais fortes para encarar as adversidades da vida, gerando sentimento de autossatisfação, que é condição sine qua non para nossa felicidade e autorrealização profunda, o que é muito diferente do sentimento de euforia que o mundo nos oferece.

Em outras palavras, através do autoconhecimento, “nos encontramos e nos acolhemos na unicidade e complexidade que nos é própria, para a partir deste ponto de partida ser oportunizada a conscientização e consciencialização dos conteúdos subjacentes aos nossos estados afetivos e emocionais”; para rever valores e crenças e consequentemente nos posicionarmos como pessoas ativas e responsáveis diante de nós e da vida.

Neste processo concluímos que não somos os papéis sociais que exercemos, nem a percepção das pessoas a nosso respeito. Do mesmo modo, não somos a identificação engessada que criamos de nós mesmos, o que geralmente tem função de máscara protetora e escudo de defesa para nos agarrarmos a uma imagem idealizada. Geralmente a imagem que idealizamos para nós não corresponde integralmente a quem de fato somos. Esta vem à tona diante de experiencias catalisadoras que nos colocam frente a comportamentos automáticos e emoções disfuncionais que precisam ser prontamente trabalhadas. O problema é que muitas vezes culpamos os outros e não admitimos que é uma questão nossa.

Abraços transmutadores,

Soraya Rodrigues de Aragão

Nota:Este texto é parte integrante do livro Fechamento de ciclo e renascimento.

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