O ano que passou trouxe desafios para todos, mas também muitos aprendizados e crescimento. Diante de tudo que foi vivido, quase nada poderá ser como antes e cada um tem o seu discurso de desafios, bem como suas histórias de superação e recomeço.

O início de um ano é um momento de profundas reflexões, algo quase visceral, como um filme que se passa na tela da mente sobre tudo o que passamos, o que foi ou não realizado. O início de um novo ciclo é uma ocasião propícia de deixar bagagens para trás, (re)fazer planos, de acender a chama do amor em nossos corações, de fazer as pazes com a vida, mas sobretudo consigo mesmo. Este é o momento ideal, diria crucial, para renovarmos a esperança, onde a paz de espírito seria o atalho perfeito para um encontro com o divino. Precisamos de renovo, até mesmo porque a permanência é um ideal inalcançável, pois não há nada que se mantenha intocável, principalmente neste plano, onde tudo parece ser tao fràgil, a começar por nós.

Este não é o único, mas um período propiciador de reparos, onde houver dor, feridas emocionais, para que haja o desenvolvimento da autocompaixão, tendo como pressuposto um diálogo interno amoroso, corroborando que a vida em seu fluir é muito instável para as regras tão inflexíveis e engessadas que criamos para nos sentirmos protegidos. Diante da dinâmica da vida, surge um sentimento de absurdidade ao encararmos passado e presente, e quem for essencialmente humano, irá compreender e sentir esta proposta nas circunstâncias da própria existência.

Foto de Andrea Piacquadio no Pexels. 

Este é um momento para se deixar ser agraciado pelos sons, pelos tons, de se permitir saborear o gosto doce de um viver harmonioso com o próprio eu. Para isso, invista em sua felicidade, não em uma felicidade tóxica, do contentamento perfeito e que não existe na realidade prática. Tampouco um hedonismo irresponsável, mas naquela felicidade conscientizada e que pressupõe que além dos presentes da vida, também teremos desafios a serem superados.

É importante tocar fundo na alma, se autoconhecer, ter maturidade e sabedoria para lidar melhor com as pessoas, as circunstancias, com os imprevistos da vida, mas não menos importante, aprender a lidar conosco, investir em autoconhecimento, de como funcionamos e as estratégias que precisamos desenvolver para usufruir de bem estar.

Que a empatia e a compaixão se tornem presentes ao invés dos rótulos e julgamentos, pois na escola da vida, todos estamos em processo evolutivo, sendo a imperfeição parte desse contexto e um dos caminhos que nos permite chegar à plenitude.

É preciso recomeçar mais uma vez a despeito de tudo. O importante é o que você faz com o que lhe acontece, se abraça a experiência como uma oportunidade de crescimento, se acolhe e agradece como parte da sua história de aprendizado de vida ou se escolhe estar e permanecer nos porões úmidos e escuros da desesperança e da falta de perspectiva. é preciso recomeçar, abraçar cada centelha de experiencia como um aprendizado irrepetível a ser internalizado alma adentro.

Autora
Soraya Rodrigues de Aragão
Psicóloga, Psicotraumatologista, Expert em Medicina Psicossomática e Psicologia da Saúde. Autora em 4 livros publicados. Escritora em vários portais, jornais e revistas no Brasil e exterior.

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