No Final deste Ano, sugiro que você se reinvente, que faça diferente, que se dê uma nova oportunidade de buscar e encontrar novos caminhos e que nele encontre a felicidade, um significado para sua existência.
Presenteie a si mesmo uma nova oportunidade de não permanecer mais em lugares onde você não é amado, apenas tolerado; em conjugar sua vida com pessoas que te aceitem como você é (poucas, mas verdadeiras) e que estejam ao seu lado, que torçam por você de verdade.

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No Final deste Ano, desejo-lhe toda felicidade do mundo e gostaria que você se desejasse o mesmo, mas principalmente que inicie sua nova caminhada com o autoperdao.

Perdoe-se de peito aberto.

Perdoe-se por não ter cuidado de si da melhor forma possível;

Perdoe-se por ter fechado os olhos, sendo negligenciadas dinâmicas importantes da sua vida que deveriam ter sido cuidadas e que foram proteladas em prol de uma zona de conforto desgastada;

Perdoe-se por não ter escutado a sua essência, aquela voz interior que no silêncio perscruta sua alma, que sussurra no seu âmago, te trazendo resoluções importantes para pequenas ou grandes mudanças em sua vida que gritavam por acontecer, mas que não foram providenciadas, sequer feitas.

Perdoe-se por ter confiado demais em pessoas que não mereciam.

Espero que neste Final de Ano você não hesite e sobretudo faça a melhor escolha possível para seu renascimento interior, para seu crescimento e autodesenvolvimento.

Escolha deixar para trás quem não se importa com você, quem te julga, quem não te trata como você merece, quem te vê com descrédito, quem não se importa com suas dores e sentimentos, quem te vê, mas não te enxerga; onde você é a segunda opção ou opção nenhuma. Em suma, saia de situações em que você não cabe no contexto.

Escolha deixar para trás o medo de sair da sua zona de conforto, de mudar de vida, de tirar os sapatos que calejam, da roupa que não cabe, da casa desabitada, de mudar de cenário, de deixar seja lá o que for
em que você não tenha significações.

Que você tenha a coragem de começar do zero. Muitas vezes isto é preciso para que possamos continuar vivos. Vivos por dentro, não aceitando qualquer coisa que venha de fora nos colocado em qualquer lugar.

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Às vezes o medo de dar um passo diferente prepondera, mas lembre-se que de qualquer modo você nunca saberá o que te espera na curva da próxima estrada da vida, estando em sua comodidade ou não, pois a existência é frágil, onde as certezas que carregamos podem ser tiradas num golpe; onde tudo parecia estar em harmonia, sob controle absoluto, mas não, não estava de forma alguma e só você não percebeu que uma tempestade estava por vir mesmo com o céu carregado.

Permita-se não mais se enganar, pague o preço por sua liberdade, desapegue-se dos disfarces que carregam o sofrimento por debaixo da capa da desesperança, do desprezo e das migalhas seja lá do que for na sua vida, pois o seu valor é inestimável.

Neste Final de Ano, se dê um presente muito especial: perdoe-se por não ter feito tudo o que poderia por si mesmo. E que desta vez com as experiências que viveu tenha a oportunidade de fazer diferente. Bem diferente.

Autora
Soraya Rodrigues de Aragão
Psicóloga, Psicotraumatologista, Expert em Medicina Psicossomática e Psicologia da Saúde. Autora em 4 livros publicados. Escritora em vários portais, jornais e revistas no Brasil e exterior.

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