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Todos estamos em processo evolutivo e de aprendizado, muitas vezes sem querer,  machucamos e somos machucados, erramos com as pessoas e elas erram conosco. E durante nosso trajeto neste mundo “relativamente hostil”, encontraremos pessoas de todos os tipos, em vários graus evolutivos e dentre elas, encontraremos também as “pessoas arrogantes” e prepotentes, que acreditam ser melhores que as outras, que nunca erram. Elas são infalíveis. Suas posturas inflexíveis denotam que sempre estão certas e que por isso tem o direito de serem ásperas e indelicadas. Mas, com que direito? Vamos entender um pouco melhor este perfil comportamental para que você não seja mais impactado por este tipo de comportamento. E sim, vale a pena refletir nestas 3 estratégias quando se deparar com uma pessoa arrogante e se aborrecer com este tipo de conduta. Em um segundo momento, prometo que você poderá até mesmo rir da situação. Contudo, o mais importante é evoluir e aprender muito com esta experiência e com esse perfil comportamental.

Estratégia 1: Compreenda que pessoas arrogantes são imaturas e inseguras

O primeiro passo para lidar com pessoas arrogantes é compreender este tipo de comportamento, porque o mesmo acontece e depois não se deixar afetar. Pessoas que agem com arrogo acreditam que são superiores, mas na realidade elas são frágeis e têm baixa  autoestima. Ninguém se autoafirma nos outros com uma autoestima elevada. Compreender o real conteúdo e a fragilidade por trás desta postura pode evitar aborrecimentos e contratempos, até mesmo discussões, pois tudo se inicia na compreensão. Não dê poder a elas, não permita que estrague o seu dia, o seu bom humor. O que na realidade elas “querem” é provar que a última palavra é a dela, que somente ela tem razão, existindo nesta dinâmica um jogo de forças, um jogo de poder, de territorialidade. A questão que precisa ser resolvida é do “arrogante” e não sua, é algo que precisa ser resolvido com ele, que precisa desenvolver habilidades sociais e aprender regulação emocional. Não pegue essa batata quente, a não ser se for para ajudar essa pessoa a sair dessa situação.

Estratégia 2: Não troque sua saúde mental por nada nesse mundo

Diante do comportamento de arrogância, tenha domínio do seu mundo emocional, afinal de contas, o outro é o outro e nem sempre é consciente. Na verdade, algumas pessoas infelizmente se comportam como querem, sem nenhum filtro e não temos controle sobre isso. O que você pode ter é domínio sobre si mesmo, não permitindo que ninguém tire sua paz. Não ceda a nenhuma provocação, se mantenha firme, sereno, mantendo uma postura equilibrada. Não esbraveje ou levante a voz. Se uma pessoa consegue te tirar do seu eixo ou se você se sente intimidado ou humilhado perante as ações dela, infelizmente você está permitindo que ela tenha domínio sobre você. Neste caso, a sua casa interna apresenta vazamentos e precisa de reparações. Invista em seu autoconhecimento. Sempre digo: se você não souber quem é, alguém vai te definir e te dar qualquer lugar. Quando sabemos quem somos e para que viemos se torna até patético determinados comportamentos direcionados a nós. E no caso do comportamento arrogante, é um mecanismo de defesa para se sentir superior. Portanto, em nome da sua saúde mental e pelo bem que você quer a si mesmo não faça do seu dia ou da sua vida um cabo-de-guerra. Melhor dizendo, um inferno. Portanto, reitero: não troque sua paz por nada nesse mundo.

Foto de Min An no Pexels

Estratégia 3: Reflita por que você se deixou impactar tanto por isso

Não desperdice a oportunidade de saber como você se comporta em determinados contextos e circunstâncias e quais habilidades você precisa desenvolver para afrontá-las da melhor maneira possível. O que nos afeta de alguma forma nos diz respeito e algumas circunstâncias são verdadeiros holofotes que apontam o que precisa ser elaborado, ser “curado” em nós. Por qual motivo se deixou afetar tanto a ponto de estragar seu dia? Será que você estaria presentificando no outro alguma ferida emocional ainda aberta ou um relacionamento abusivo que não foi devidamente trabalhado e que mexeu com sua autoestima? Seria a presentificação de pais autoritários? Isso precisa ser investigado e cada caso é um caso, não existindo uma receita pronta, pois cada um tem sua história de vida.

Espero ter ajudado com estas 3 dicas. Caso ainda se sinta refém das ações do outro, vários pontos precisam ser trabalhados, dentre estes, a autoestima, a resiliência, as habilidades sócio emocionais e a ressignificação de possíveis relacionamentos abusivos anteriores. Invista no seu bem estar. @soraya.psico

Autora
Soraya Rodrigues de Aragão
Psicóloga, Psicotraumatologista, Expert em Medicina Psicossomática e Psicologia da Saúde. Autora em 4 livros publicados. Escritora em vários portais, jornais e revistas no Brasil e exterior.

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